A cotação do iene comercial com o horário em que foi capturada, um conversor nos dois sentidos e uma tabela que começa em 100 ienes, porque um iene sozinho não diz nada.
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Dois grupos bem diferentes de brasileiros procuram essa cotação. Um está viajando: o Japão virou destino de massa depois que o iene enfraqueceu, e os preços de lá têm quatro e cinco dígitos que não significam nada até serem convertidos. O outro move dinheiro no sentido inverso. O Brasil abriga a maior diáspora japonesa do mundo, e cerca de duzentos mil brasileiros vivem e trabalham no Japão, o que faz do corredor de remessas vindo de lá um dos mais movimentados que o país tem. Para essas pessoas, a pergunta aqui não é quanto custa uma viagem, e sim no que se transforma um mês de trabalho depois de atravessar o oceano.
O iene também tem uma relação peculiar com o real, e ela passa pelos juros. O Japão passou quase três décadas com taxas em zero ou abaixo dele — o Banco do Japão só as tirou do território negativo em março de 2024, na primeira alta em dezessete anos — enquanto o Brasil mantinha alguns dos juros mais altos do planeta. Essa diferença fez do iene a moeda de financiamento clássica do carry trade: tomar barato em iene e comprar uma moeda de juro alto como o real. Funciona até parar de funcionar. Quando o Banco do Japão apertou os juros em meados de 2024, o desmonte dessas posições sacudiu os mercados do mundo inteiro em poucos dias, e pares como este se mexeram forte sem nenhuma notícia brasileira por trás.
Um detalhe explica o formato dos números: o iene não tem subunidade em uso. O sen foi retirado de circulação em 1953, então um iene é a menor moeda que existe por lá, e os preços japoneses simplesmente são escritos com mais dígitos que os brasileiros. O valor no topo é a cotação comercial, atualizada a cada meia hora, com o instante exato da captura ao lado — uma referência de mercado, não uma etiqueta de preço. Cédulas de iene são vendidas no Brasil, mas fora das maiores casas de câmbio muitas vezes não há estoque, e o spread é mais largo que o de dólar ou euro. Peça a taxa fechada, some o IOF e digite esse número no campo da cotação.
Do feed de mercado do iene contra o real, guardado aqui por uma rotina que roda a cada 30 minutos; a data e a hora dessa cotação ficam impressas abaixo do valor. O botão de atualizar vai ao mesmo feed ao vivo, a partir do seu navegador. Enquanto você não clicar, a página não faz nenhuma requisição, e nos fins de semana o valor fica parado no fechamento de sexta.
Porque esta é a cotação comercial, a referência de atacado pela qual os bancos negociam. A cédula soma o spread da casa de câmbio e o IOF, e no caso do iene esse spread costuma ser mais largo que o de dólar ou euro, porque as casas de câmbio brasileiras movimentam muito menos iene. Peça a taxa final fechada e compare com o número acima.
Não diretamente. Uma remessa é fechada pela taxa que o seu banco ou serviço de transferência oferece no dia: essa cotação comercial menos o spread deles, com tarifas e impostos por cima. Os serviços cotam de forma bem diferente entre si nesse corredor, então comparar vale dinheiro de verdade. Digite a taxa que te ofereceram no campo da cotação e o conversor mostra quanto isso custa.
Ele se comporta como refúgio, em parte por um motivo mecânico: quem financiou posições tomando iene emprestado precisa recomprar iene às pressas para encerrá-las. O dinheiro japonês que volta do exterior soma-se ao mesmo fluxo. Um susto global pode empurrar o iene para cima mesmo sem nada ter mudado no Japão.
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