A cotação do won comercial com o horário em que foi capturada, um conversor nos dois sentidos e uma tabela em milhares, que é como os preços coreanos são escritos.
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A maior parte de quem converte won no Brasil não está planejando viagem. Está comprando algo coreano: um álbum ou photobook, um ingresso de show, cosméticos, uma pré-venda numa loja coreana que precifica em won. As exportações culturais da Coreia chegaram aqui em escala na última década e trouxeram junto uma moeda pouco familiar, em que todo preço tem quatro ou cinco dígitos e parece assustador até ser convertido. Vinte mil won soa como uma fortuna e não é. Viagem é uma fatia menor desse público, ainda que crescente.
O won pertence a uma economia que vive de vender semicondutores, carros, navios e baterias para fora, e negocia de acordo: enfraquece quando a demanda global por tecnologia esfria e se recupera quando ela volta, andando muito mais com o ciclo mundial do que com qualquer coisa no Brasil. Seu evento definidor ainda é a crise asiática de 1997, quando o won perdeu metade do valor em meses e o país aceitou um programa emergencial do FMI — lembrado na Coreia simplesmente como a crise do FMI, e marcado por uma campanha em que gente comum entregou seu ouro para ajudar a pagar a conta. Uma consequência permanece: a Coreia mantém controle rígido sobre a negociação da própria moeda no exterior, e o won é pouquíssimo negociado fora do horário coreano.
Isso é parte do motivo de ele ser tão raro numa casa de câmbio brasileira. O won é uma moeda de baixa liquidez por aqui: a maioria das casas de câmbio simplesmente não tem as cédulas, e as que têm cobram um spread muito acima do que cobram em dólar ou euro. Quem viaja costuma levar dólares e trocar na chegada, ou sacar won num caixa eletrônico na Coreia, onde cartão é aceito em quase todo lugar. Para uma compra online, o que vale é a taxa da operadora do seu cartão mais o spread dela e o IOF, não o número acima. O valor no topo é a cotação comercial, atualizada a cada meia hora, com o instante exato da captura ao lado — uma referência para medir uma oferta, não o preço que você vai pagar.
Do feed de mercado do won contra o real, guardado aqui por uma rotina que roda a cada 30 minutos; a data e a hora da cotação ficam impressas abaixo do valor. O botão de atualizar busca a atual ao vivo, a partir do seu navegador. O horário de negociação coreano quase não se sobrepõe à tarde brasileira, então fora dele o número fica no último fechamento.
Não. A operadora do seu cartão converte pela taxa que aplica no dia em que a compra é processada, e acrescenta o spread dela e o IOF de compras internacionais. Use o número daqui como régua: converta o preço em won, compare com o que foi cobrado, e a diferença é o que a conversão custou.
Em geral não, ou não com facilidade: a maioria das casas de câmbio daqui não tem a moeda em estoque, e onde tem o spread é muito mais largo que o das moedas principais. Os caminhos comuns são trocar dólares na Coreia ou sacar num caixa eletrônico de lá.
Porque um won vale uma fração de centavo e converter essa unidade só produz zeros. Os preços coreanos são escritos em milhares e dezenas de milhares — um café custa alguns milhares de won, uma refeição dez ou quinze mil —, então os degraus seguem os valores que as pessoas realmente digitam.
Principalmente coisas fora da Coreia: a demanda global por semicondutores, o dólar e as decisões do Banco da Coreia frente às do Federal Reserve. É para lá que se olha quando o número se mexe — não é previsão de para onde ele vai.
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