Transforme os seus dados de contato num QR Code que qualquer pessoa escaneia para te salvar — gerado no seu navegador.
Um QR Code de contato carrega um vCard: o mesmo arquivinho de texto que o seu celular troca quando compartilha um contato. Aponte a câmera para ele e o celular oferece criar o contato com nome, telefones, e-mail, empresa e site já preenchidos — sem digitar nada, sem a foto de um cartão de visita que nunca é transcrita. Esta ferramenta escreve vCard 3.0, a versão que Android e iOS importam com mais confiabilidade; a 4.0 é mais nova e mais rígida, mas uma parcela relevante das agendas ainda ignora partes dela.
Por dentro, um vCard é uma lista de linhas de propriedade separadas por CRLF, envolvidas entre BEGIN:VCARD e END:VCARD. O N guarda o nome estruturado em cinco componentes separados por ponto e vírgula (sobrenome, nome, nome do meio, prefixo, sufixo) e o FN guarda o nome de exibição; TEL;TYPE=CELL e TEL;TYPE=WORK,VOICE guardam os números, e EMAIL, ORG, TITLE e URL guardam o resto. Dois detalhes decidem se o cartão vai mesmo ser importado. Primeiro, ponto e vírgula, vírgula e barra invertida digitados dentro de um valor precisam ser escapados, senão um sobrenome como "Gonçalves; Jr" quebra o nome nos componentes errados. Segundo, um campo deixado em branco não pode virar uma linha: um TEL;TYPE=CELL: solto, sem nada depois dos dois-pontos, faz várias agendas rejeitarem o cartão inteiro, então campos vazios são descartados aqui em vez de escritos. O texto final é codificado em bytes UTF-8, que é o que mantém os nomes acentuados intactos.
Os usos práticos são aqueles em que digitar é o gargalo: um crachá de evento, o último slide de uma palestra, a vitrine de uma loja, o verso de um cartão impresso ou uma assinatura de e-mail. Um QR Code guarda no máximo alguns milhares de caracteres, então um cartão com todos os campos preenchidos gera uma imagem mais densa, que precisa ser impressa maior para ser lida bem — quanto menos campos, mais tolerante fica o código. Tudo aqui é calculado em JavaScript no seu dispositivo: o seu nome, os seus telefones e o seu e-mail nunca são enviados.
Não. Cada campo que você digita fica no seu dispositivo: o vCard e a imagem do QR Code são montados por JavaScript nesta página, e nada é enviado para um servidor, guardado num banco de dados ou gravado num log. O download do .vcf também é montado localmente.
É o formato de arquivo em texto puro por trás do QR Code — a forma padrão de trocar um contato. Abrir esse arquivo num celular ou num cliente de e-mail já oferece adicionar o contato à agenda, o que faz dele um bom anexo quando o QR Code não é prático.
Eles ficam totalmente de fora do cartão. Isso é proposital: uma linha de propriedade vazia como TEL;TYPE=CELL: sem valor é inválida, e algumas agendas descartam o contato inteiro quando encontram uma.
Sobrevivem. O texto é codificado em bytes UTF-8, então nomes com á, ç, ñ ou qualquer outro caractere fora do ASCII são lidos exatamente como você digitou. O mesmo vale para ponto e vírgula e vírgulas dentro de um nome, que são escapados antes de entrar no cartão.
Não — um QR Code é uma imagem estática e carrega uma cópia congelada dos dados. Se um número mudar, você precisa gerar um código novo. Quando os dados mudam com frequência, aponte o QR Code para um link curto e atualize o destino por trás dele.
Porque cada campo a mais acrescenta caracteres, e mais caracteres significam mais módulos no mesmo quadrado. Se o código estiver difícil de ler, tire os campos de que você não precisa e imprima maior — um código denso pede uns 3 cm no papel para ser lido com folga.
O Vai.la cria links curtos e QR Codes com contagem de cliques, de graça.
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