O preço do XLM em reais com o horário da cotação, um conversor nos dois sentidos e uma resposta direta sobre usar o Stellar para mandar dinheiro para casa.
Stellar (XLM): R$ 0,990084, +3,11%.
O Stellar foi criado em 2014 por Jed McCaleb, que tinha cofundado a Ripple, e é tocado por uma fundação sem fins lucrativos, não por uma empresa. Ele foi desenhado para uma tarefa só: mover dinheiro entre moedas rápido e por quase nada. Uma transação custa um centésimo de centavo e liquida em cerca de cinco segundos, e o livro-razão tem uma bolsa embutida, com pagamentos por rota que passam automaticamente pela cadeia de ativos que leva de uma moeda a outra. O que faz isso funcionar são as âncoras: instituições licenciadas em cada país guardando os reais ou os dólares de verdade e emitindo tokens contra eles. Não há mineração nem staking, e é também por isso que o XLM não paga rendimento.
A história da oferta é incomum. Em novembro de 2019 a fundação destruiu mais da metade de tudo que existia, queimando 55 bilhões de lumens e cortando o teto de 105 bilhões para 50 bilhões; ela ainda detém uma fatia grande do restante. Fora isso, o gráfico anda por acordos de distribuição, não por tráfego na rede: a Circle emite USDC nativamente aqui, a MoneyGram montou um serviço que permite transformar dólares digitais em dinheiro vivo no balcão, a Franklin Templeton mantém um fundo de renda de curto prazo tokenizado nela, o banco central da Ucrânia pilotou uma hrívnia digital. Contratos inteligentes só chegaram em 2024. A ressalva: o que trafega pelo Stellar é sobretudo token de dólar, e o papel do XLM é pagar uma taxa desprezível e cumprir um saldo mínimo pequeno.
O Brasil recebe bilhões de dólares por ano em remessas, e um corredor barato é um problema real que vale resolver — é por isso que as pessoas caem aqui. A resposta honesta é que a rota que um brasileiro de fato usa é uma stablecoin de dólar comprada e vendida numa exchange, ou um aplicativo construído sobre um desses trilhos; o XLM é o trilho embaixo, não a coisa que você carrega. Comprar a moeda é uma aposta em adoção, uma decisão diferente de mandar dinheiro barato. O valor no topo é uma referência da CoinGecko, média entre exchanges, guardada a cada meia hora.
Da CoinGecko, que faz a média do preço em muitas exchanges, guardado aqui por uma rotina que roda a cada 30 minutos; a data e a hora dessa cotação ficam impressas abaixo do valor. Clique em "Atualizar cotação" para buscar a atual. O XLM é negociado todos os dias, fins de semana inclusive.
Porque isto é uma referência média e uma exchange é uma loja, com preços próprios de compra e de venda, um spread entre eles, uma taxa de negociação e, normalmente, uma taxa de saque. Um ou dois por cento de diferença em relação à referência é normal.
Em princípio, sim, e a taxa de rede é mesmo desprezível. Na prática, o custo está nas pontas: alguém converte o dinheiro em token onde ele parte e de volta em reais onde ele chega, e é nessas duas conversões — mais na taxa de câmbio aplicada — que mora a cobrança de verdade. A maioria das pessoas envia uma stablecoin de dólar, e não XLM, e vale comparar o valor que chega com o de uma transferência bancária ou de um aplicativo de remessa antes.
Não. O Stellar não usa mineração nem staking, então não há recompensa de protocolo para receber. Qualquer coisa que anuncie retorno sobre lumens está emprestando as moedas ou colocando-as num pool — uma decisão de crédito, com uma contraparte, e não um recurso da rede.
Eles compartilham a origem — um dos fundadores do Stellar cofundou a Ripple — e resolvem um problema parecido, com velocidade e custo parecidos. A diferença está em quem os toca e para quem. O Stellar é governado por uma organização sem fins lucrativos e mira âncoras, pagamentos de varejo e tokens de moeda local; a Ripple é uma empresa que vende para bancos. Os dois preços ainda tendem a andar juntos, mais por hábito do que por outra coisa.
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