A cotação do peso uruguaio comercial com o horário em que foi capturada, um conversor nos dois sentidos e os valores em que uma ida à fronteira ou umas férias em Punta del Este são precificadas.
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Duas viagens bem diferentes trazem brasileiros até aqui. Uma é a fronteira: o Rio Grande do Sul encontra o Uruguai numa linha seca, com cidades gêmeas grudadas uma na outra — Chuí e Chuy, Santana do Livramento e Rivera — e os free shops do lado uruguaio são o motivo pelo qual a maioria atravessa. A outra é o litoral: Punta del Este, Colonia, Montevidéu. A primeira coisa a saber é que o peso pode não ser a moeda de que a compra precisa: os free shops precificam e cobram em dólar, e o real circula livremente nessas cidades. O peso paga todo o resto — combustível, restaurante, supermercado, hotel, o ônibus para Montevidéu.
A segunda coisa é que o Uruguai é caro. Em dólares, é um dos países mais caros da América do Sul, e quem espera pechinchas argentinas leva um susto no primeiro restaurante: a maior renda per capita da região, combustível de preço estatal entre os mais altos do continente e uma economia dolarizada o bastante para que depósitos e imóveis sejam cotados em dólar enquanto salários e preços de loja seguem em pesos. O Banco Central del Uruguay opera com meta de inflação e, incomum na vizinhança, a manteve dentro da banda ao longo de 2023 e 2024. O que move o peso é o que o país vende — carne, soja, celulose, laticínios — e quantos argentinos e brasileiros passam o verão no litoral de lá.
O valor no topo é uma cotação armazenada e atualizada a cada meia hora, com o horário impresso abaixo, e é a cotação comercial — não o número do painel de uma casa de câmbio. Na fronteira essa diferença é menor que em outros lugares, porque as casas de câmbio dos dois lados negociam reais, pesos e dólares o dia inteiro e competem rua a rua — mas ela nunca é zero, e o IOF incide do lado brasileiro. Duas observações que não são sobre a cotação: o Uruguai devolve a não residentes parte do IVA em contas de restaurante pagas com cartão estrangeiro e isenta as diárias de hotel, com o desconto aplicado na hora; e a cota de isenção brasileira em fronteira terrestre é menor que a aérea, com regras que mudam.
Do feed de mercado do peso uruguaio contra o real, guardado por uma rotina que roda a cada 30 minutos, com a data e a hora da cotação abaixo do valor. O botão de atualizar busca a atual ao vivo, a partir do seu navegador; fora do horário de negociação ele fica no último fechamento.
Porque esta é a cotação comercial, uma referência de atacado. Qualquer casa de câmbio, banco ou operadora de cartão soma o próprio spread, e o IOF incide do lado brasileiro. Na fronteira a diferença costuma ser menor que em São Paulo, já que várias casas de câmbio competem em poucos quarteirões — confira dois ou três painéis antes.
Não. Os free shops de fronteira precificam em dólar e aceitam reais e cartões sem dificuldade. O peso serve para o resto da viagem: combustível, comida, farmácia, hotel, transporte. Muita gente atravessa por uma tarde e não encosta num peso.
Porque os preços de lá são altos em dólar, e não porque o câmbio esteja desfavorável. É um país pequeno, com renda per capita alta, combustível caro de preço estatal e muita importação, dolarizado o bastante para que os preços não caiam quando o peso cai. O litoral em janeiro e fevereiro ainda soma o prêmio de temporada.
Existe uma cota de isenção, menor em fronteira terrestre do que na chegada de avião, com limites de quantidade de certos produtos e não só de valor. Os números vêm da Receita Federal e mudam, então confira no site oficial antes de viajar. Esta página converte dinheiro; não é orientação aduaneira.
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