A cotação do guarani comercial com o horário em que foi capturada, um conversor nos dois sentidos e uma observação honesta sobre em qual moeda Ciudad del Este realmente funciona.
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Ciudad del Este atrai viagens de compras brasileiras desde que a Ponte da Amizade abriu, em 1965, e ainda é um dos maiores polos de comércio informal do mundo. Aqui está a reviravolta que torna esta página diferente das outras: naquelas ruas de compras você quase não vai ver um guarani. As lojas cotam em dólar, aceitam real sem pestanejar e dão o troco na moeda das três que estiver mais à mão. O guarani vira o dinheiro de que você precisa no momento em que sai desse circuito — um ônibus, uma refeição longe da avenida principal, um hotel, Assunção, Encarnación.
A unidade é minúscula: a menor moeda em circulação é de cinquenta guaranis e a maior cédula é de cem mil, então um cupom de supermercado é um número de seis dígitos. Esse tamanho é herança de meados do século passado, não sintoma do presente — uma lei para cortar três zeros da moeda já foi engavetada e adiada mais de uma vez. O Paraguai tem um dos históricos monetários mais calmos da região há duas décadas, com meta de inflação perto de 4% e nenhuma reforma monetária desde que o guarani foi criado, em 1943. O que move a moeda é soja, carne e energia hidrelétrica, mais a chuva: a seca que esvaziou o Paraná em 2021 e 2022 atingiu de uma vez as exportações e o transporte fluvial.
A cotação no topo é um valor armazenado e atualizado a cada meia hora, com o horário impresso abaixo, e é a comercial. Duas ressalvas pesam mais aqui do que na maioria das páginas. Primeira: o guarani é praticamente impossível de comprar no Brasil — fora de Foz do Iguaçu, poucas casas de câmbio o mantêm, e as que mantêm vendem a um spread muito mais largo que o do dólar, com IOF por cima —, mais um motivo para as pessoas atravessarem com reais e dólares. Segunda: o que você traz de volta tem regras — a cota de isenção na fronteira terrestre é menor que a aérea, com limites de quantidade além do valor. Confira os números atuais no site da Receita Federal antes da viagem.
Do feed de mercado do guarani contra o real, guardado por uma rotina que roda a cada 30 minutos; a data e a hora da cotação ficam abaixo do valor. O botão de atualizar busca a atual ao vivo, a partir do seu navegador; nos fins de semana ele não se mexe, porque o mercado está fechado.
Em geral não. As lojas das ruas comerciais precificam em dólar e aceitam reais, e o cartão funciona nas maiores. O guarani importa fora desse circuito — transporte local, restaurantes pequenos, farmácias, qualquer lugar além da faixa de fronteira. Muita gente passa um dia lá sem encostar num.
Porque a demanda é pequena. Uma casa de câmbio só mantém em estoque a moeda que consegue revender, e a maioria dos brasileiros que vai ao Paraguai leva reais e dólares, então fora de Foz do Iguaçu poucas agências guardam guaranis, e as que guardam cobram um spread largo. Esse spread, mais o IOF, é a distância entre esta página e o que você paga.
É só o tamanho da unidade. O guarani foi criado em 1943 e nunca passou por reforma monetária, então décadas de aumentos de preço comuns o deixaram para trás — isso não diz nada sobre o Paraguai de hoje, que tem inflação comparativamente estável há vinte anos. É também por isso que a tabela começa em dez mil: converter um guarani só produz uma fileira de zeros.
Existe uma cota de isenção, menor em fronteira terrestre do que na chegada de avião, com limites de quantidade além do valor. Esses números vêm da Receita Federal e já mudaram mais de uma vez, então consulte antes de ir. Isto é um conversor, não orientação aduaneira.
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