A cotação da rupia indiana comercial com o horário em que foi capturada, um conversor nos dois sentidos e o que é preciso saber antes de precificar qualquer coisa vinda da Índia.
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Pouquíssimos brasileiros vão à Índia como turistas, e esta página não foi escrita para eles. A rupia aparece aqui por motivos profissionais: um time de software ou uma operação de suporte contratados em Bengaluru ou Hyderabad, medicamentos genéricos e insumos farmacêuticos, defensivos agrícolas e autopeças vindos de um dos maiores produtores mundiais de todos eles. Se você está lendo uma cotação em rupias, está quase certamente decidindo se o preço é razoável — e a primeira coisa útil a saber é que o negócio provavelmente não vai ser liquidado em rupias.
A moeda se comporta de forma diferente das outras desta lista. O Banco da Reserva da Índia opera uma flutuação administrada, usando suas reservas para suavizar o câmbio em vez de deixá-lo saltar, então a rupia tende a escorregar contra o dólar ao longo de anos, em vez de dar solavancos em dias. A pressão por trás dessa queda lenta é o petróleo: a Índia importa a maior parte do óleo que consome, então um preço em alta piora a conta de importação e pesa sobre a moeda — o espelho exato de Canadá e Austrália, cujas moedas sobem com as commodities que vendem. A rupia também não é livremente conversível: a movimentação de capital para dentro e para fora da Índia é regulada, e isso é parte do motivo de ela ser tão raramente cotada direto contra o real.
O valor acima é uma cotação armazenada e atualizada a cada meia hora, com o instante da captura ao lado, e o botão de atualizar vai buscar a cotação ao vivo. Como em todo lugar por aqui, esta é a referência comercial: qualquer spread bancário e o IOF ainda entram por cima. E rupias, na prática, não são moeda que se compre no balcão no Brasil — o motivo está nas perguntas abaixo.
Do feed de mercado da rupia contra o real, guardado aqui por uma rotina que roda a cada 30 minutos; a data e a hora da cotação ficam impressas abaixo do valor. O botão de atualizar busca a atual ao vivo, a partir do seu navegador. Nos fins de semana o número fica parado, porque o mercado está fechado.
Em geral não. A Índia regula a circulação das próprias cédulas para fora de suas fronteiras, e as casas de câmbio brasileiras têm pouca ou nenhuma em estoque, então o spread é muito mais largo quando existe alguma disponível. A maioria dos viajantes leva dólares ou cartão e converte na chegada.
Porque esta é a cotação comercial, uma referência de atacado. Qualquer operação real soma o spread de quem converte o dinheiro, mais o IOF. Peça a taxa final fechada e digite no campo da cotação acima.
Em geral não. O comércio e os serviços entre Brasil e Índia são faturados majoritariamente em dólar, então o que sai da sua conta é dólar, e a cotação que vale é a do dólar mais os custos do seu banco. O número em rupias continua servindo para mostrar como o preço aparece do outro lado.
A Índia agrupa os dígitos de outro jeito. Um lakh é cem mil e um crore é dez milhões, e os separadores seguem essa lógica — 1,50,000 é cento e cinquenta mil rupias, e 2 crore são vinte milhões. As faturas indianas usam isso o tempo todo.
Porque ela não é deixada inteiramente ao mercado. O Banco da Reserva da Índia intervém com suas reservas para suavizar os movimentos, o que produz uma desvalorização lenta contra o dólar em vez de saltos bruscos. Mais suave não é o mesmo que fixo: a tendência corre para o mesmo lado há muito tempo.
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