Veja exatamente quanto de INSS é descontado de um salário CLT, faixa por faixa, com a tabela de 2026 na tela e editável.
O INSS é a contribuição previdenciária descontada de todo holerite CLT, e é a primeira coisa a sair do salário bruto — o imposto de renda só é calculado sobre o que sobra. A alíquota não é um número único aplicado ao salário inteiro, e é aí que a conta de cabeça costuma errar. A tabela é progressiva por faixa: a primeira fatia do salário paga 7,5%, a seguinte 9%, depois 12%, depois 14%. Quem ganha R$ 3.500,00 está "na faixa dos 12%", mas paga 12% só sobre a parte acima do teto da faixa anterior, então o desconto é de R$ 308,60 — 8,82% do bruto, e não 12%.
Dois caminhos chegam ao mesmo número, e esta página mostra os dois. O longo fatia o salário pelas faixas e soma o que cada fatia deve. O curto está impresso na tabela oficial: aplique a alíquota da sua faixa sobre o salário inteiro e subtraia a parcela a deduzir publicada para aquela faixa, que é exatamente o valor que corrige a cobrança a mais nas fatias de baixo. A folha de pagamento usa o caminho curto, e é esse o valor informado aqui, com as fatias logo abaixo. De vez em quando os dois ficam com um centavo de diferença, porque a própria parcela publicada é arredondada; quando isso acontece, a página avisa em vez de esconder. Acima do teto de contribuição tudo para: salário acima do teto não acrescenta nada.
As tabelas mudam, quase sempre em janeiro, e uma calculadora que esconde os números erra em silêncio. Esta coloca tudo na tela: o ano, a data da revisão, a fonte oficial e cada faixa, alíquota e parcela como um campo editável. Mude um valor e o resultado acompanha na hora, no seu navegador — o salário que você digita nunca sai do seu dispositivo. Dois limites propositais: aqui está só a contribuição do trabalhador, não a parte do empregador paga por cima, e o 13º salário fica de fora, porque a tabela é aplicada a ele separadamente.
Contribuição = alíquota da sua faixa × mín(salário, teto de contribuição) − parcela a deduzir daquela faixa. Equivalente a isso, faixa por faixa: 7,5% da primeira fatia, mais 9% da fatia seguinte, mais 12% da próxima, mais 14% até o teto. Exemplo para R$ 3.500,00 com a tabela de 2026: 12% × 3.500,00 − 111,40 = R$ 308,60, o mesmo que 7,5% × 1.621,00 + 9% × 1.281,84 + 12% × 597,16. Todos os valores são tratados em centavos inteiros e arredondados uma única vez, no fim.
Então edite. O ano e a data da revisão ficam ao lado da tabela, e cada faixa, alíquota e parcela a deduzir é um campo editável: digite os números novos e o resultado se atualiza na hora. É para isso que a tabela está à mostra em vez de enterrada no código — a página diz de quando é o dado e deixa você corrigir, e "Restaurar valores oficiais" desfaz as suas edições.
Não. O cálculo roda em JavaScript no seu próprio dispositivo: o salário que você digita, os valores que você edita e o resultado nunca são enviados, armazenados ou registrados. Desconecte da internet depois que a página carregar e ela continua funcionando.
Porque a tabela é progressiva. Estar "na faixa dos 14%" significa que só a parte do salário dentro daquela faixa paga 14%; as fatias de baixo continuam pagando 7,5%, 9% e 12%. É por isso que a alíquota efetiva é sempre menor do que a alíquota da sua faixa.
O salário acima do teto de contribuição simplesmente não conta. Com a tabela de 2026 o máximo é R$ 988,09 por mês, então quem ganha R$ 12.000,00 e quem ganha R$ 60.000,00 têm o mesmo desconto de INSS.
As parcelas a deduzir impressas na tabela oficial são arredondadas, então o atalho que elas permitem e a soma exata faixa por faixa podem diferir em um centavo. A ferramenta segue a tabela impressa, como faz a folha de pagamento, e avisa na tela sempre que as duas divergem.
Não. Aqui está a contribuição do trabalhador, a linha que aparece no seu holerite. O empregador paga a parte dele por cima do seu salário, e ela nunca sai do que você recebe. O 13º salário também está fora desta ferramenta.
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