A cotação do franco suíço comercial com o horário em que foi capturada, um conversor nos dois sentidos e os valores de que uma viagem à Suíça realmente precisa.
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O franco é a moeda para a qual as pessoas correm quando deixam de confiar nas outras. A Suíça ficou fora das guerras que redesenharam a Europa, manteve a inflação baixa por gerações, tem superávit em conta corrente e abriga um sistema bancário construído para receber dinheiro estrangeiro — então, quando estoura uma crise em qualquer lugar, o capital vai para o franco quase por reflexo. Essa reputação é também o problema: uma moeda que todo mundo compra nos momentos ruins fica cara, e um franco caro machuca os exportadores de relógios, medicamentos e máquinas que pagam salários suíços.
Foi por isso que o Banco Nacional da Suíça fez, em setembro de 2011, algo que bancos centrais quase nunca fazem. Com o dinheiro entrando em torrente por causa da crise do euro, anunciou um piso — o franco não passaria de 1,20 por euro — e prometeu comprar moeda estrangeira sem limite para defendê-lo. Segurou essa linha por mais de três anos. Então, em 15 de janeiro de 2015, sem aviso, soltou. O franco saltou cerca de um terço em minutos, a bolsa suíça desabou no dia e várias corretoras de câmbio pelo mundo quebraram porque os clientes acabaram devendo mais do que tinham depositado. É o caso de manual de um patamar defendido que é abandonado. O mesmo banco depois manteve juros negativos de 2015 a 2022, cobrando dos depositantes para guardar francos, pelo mesmo motivo: tornar a moeda menos atraente.
Para um brasileiro, o lado prático é quase sempre viagem ou intercâmbio, e duas coisas pegam as pessoas de surpresa. A Suíça fica na Europa, mas não está na União Europeia e não usa o euro, então euros trazidos de um país vizinho são recusados ou aceitos a uma taxa definida pelo próprio comércio, sempre ruim. E é um dos países mais caros do mundo, então converter antes de reservar não é preciosismo. O valor no topo é a cotação comercial, atualizada a cada meia hora, com o horário da captura ao lado — uma referência, não um preço. Cédulas de franco são menos comuns no estoque das casas de câmbio brasileiras que dólar ou euro, o spread é mais largo, e o IOF vem por cima.
Do feed de mercado do franco contra o real, guardado aqui por uma rotina que roda a cada 30 minutos, com a data e a hora exatas da cotação abaixo do valor. O botão de atualizar busca a atual ao vivo, a partir do seu navegador. Em fins de semana e feriados o número não se mexe, porque o mercado está fechado.
Porque esta é a cotação comercial, a referência de atacado. A cédula carrega o spread da casa de câmbio mais o IOF, e o cartão, o spread da operadora mais o IOF. As casas de câmbio brasileiras movimentam muito menos franco que dólar ou euro, então o spread costuma ser mais largo. Peça a taxa fechada com tudo incluído e compare com o número acima.
Às vezes sim, e é má ideia. A Suíça não está na zona do euro; lojas e hotéis em áreas turísticas podem aceitar euros por cortesia, mas definem a própria taxa e dão o troco em francos. Pagar em francos no cartão ou com dinheiro sacado por lá sai quase sempre mais barato.
Por causa de um longo histórico de neutralidade política, inflação baixa e mercado de capitais aberto, o que atrai dinheiro sempre que o risco aumenta em outro lugar. Isso descreve comportamento passado e nada mais: não diz nada sobre o que a moeda vai fazer em seguida, e esta página não faz previsão.
O Banco Nacional da Suíça abandonou o piso de 1,20 franco por euro que defendia desde 2011. O franco subiu cerca de trinta por cento em minutos e várias corretoras de câmbio no exterior ficaram insolventes.
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